CÓDIGO DOS "Q"

Para além desta terminologia para uso caseiro, existem outras forma de comunicação codificadas de utilização generalizada em tudo o mundo, especialmente nas comunicações comerciais marítimas, terrestres e aeronáuticas, estando oficializadas e regidas por lei em quase todos os países do mundo. São os chamados códigos dos “Q”. Consistem numa palavra formada por três letras, sendo a inicial o “Q”, tendo um significado específico consoante a palavra formada.
A função destes códigos é facilitar as comunicações e torná-las muito rápidas e de fácil compreensão, pois em caso de dificuldade de transmissão, devido à má qualidade da mesma resultante de determinados factores, é mais provável uma mensagem com um determinado conteúdo ser compreensível, por ser curta e incisiva, do que muito longa e querendo dizer o mesmo. Em radiocomunicações a rapidez de transmissão aliada à perceptibilidade da mensagem é fundamental. Ou seja, dizer o necessário e o suficiente no menor número possível de palavras transmitidas, no mais curto espaço de tempo possível. Esta é uma das máximas em comunicações. Especialmente em comunicações de emergência e urgência.
Nesta circunstâncias, os códigos são úteis e dão uma ajuda de tal maneira importante que sem eles as comunicações tornar-se-iam impraticáveis.
Uma pequena parte deste código dos “Q” foi adaptado às comunicações nas bandas de radioamador, sofrendo algumas alterações em relação ao significado original, simplificando assim a sua aplicação prática.
Por sua vez, os utilizadores da Banda do Cidadão adaptaram uma minúscula parte da adaptação já feita pelos radioamadores, fazendo com que o significado original dos poucos códigos dos “Q” utilizados nas comunicações CB, são muito pouco, e em alguns casos, nada parecidos com os originais.
Vamos dar um exemplo concreto do que dissemos. Em gíria cebeísta, e utilizando um código dos “Q” adaptado da adaptação dos radioamadores à versão original, quando dizemos que o nosso QTH é em Coimbra, estamos a dizer que a nossa casa é em Coimbra, ou moramos em Coimbra. Ou seja, numa comunicação rádio CB quando alguém pergunta:
“O teu QTH?”
Responde-se: “Coimbra”

Nas comunicações internacionais marítimas, e não só, o significado do termo QTH não tem nada a ver com residência, mas sim com uma coisa totalmente diferente. Quando alguém pergunta:
“O teu QTH?” Está a fazer a seguinte pergunta:
“Qual é sua posição em latitude e longitude ou de acordo com qualquer outra indicação?”

Mesmo assim, com o significado alterado, estes códigos tornam-se úteis quando duas estações CB estão a comunicar com sinais fracos e com interferências variadas, devido a encontrarem-se muito distanciadas uma da outra. Nestas circunstâncias, não só os códigos dos “Q” dão uma valiosa ajuda, como também o alfabeto fonético internacional.

 

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