É tempo de ser responsável
Com o finalizar do período de férias da maioria dos portugueses, espera-se que actividade social retome a sua normalidade e a preguiça natural da época estival dê lugar à actividade saudável em todos os sectores da vida.
É tempo, dos que estiveram fora, voltarem aos seus hábitos e rotinas diárias. Do reencontro com os tais “passatempos caseiros”, tais como o computador, a consola, o CB e outros tais…
É tempo de recomeçarem alguns QSO’s, tanto na frequência como na Internet e dos que assumiram publicamente o seu empenho em contribuir com o seu esforço e dedicação a certas causas cebeístas, darem a cara e cumprirem com o que prometeram.
É tempo de clarificação; de se contarem vontades certas, e não mentiras ocasionais.
É tempo de, uma vez por todas, de se ser responsável.
Luís Forra
31 de Agosto de 2006
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Esclarecer para não estupidificar
É necessário esclarecer e dizer a verdade para que as pessoas não façam figuras estúpidas quando abrem a boca, tanto na frequência como em encontros pessoais.
Escutei um QSO onde alguém, que até sabe como as coisas funcionam no CB, dizendo uma série de incorrecções (para não chamar asneiras) sobre a Banda do Cidadão em Portugal.
Com que intenção? Não sei. Ou melhor, talvez até saiba, mas não quero acreditar…
De qualquer forma, é fundamental repor a verdade e chamar o nome às coisas. E elas, as coisas, são muito simples e transparentes para quem anda na Banda do Cidadão de boa fé, sem intenções de obter protagonismo esvaziados de conteúdo, nem de sacar os “trocos” à pala dos macanudos, organizando e promovendo actividades que nada têm a ver com a Banda do Cidadão.
Uma das incorrecções escutadas prende-se com a afirmação de que, em Portugal, a autoridade máxima da Banda do Cidadão ser um Senhor chamado Vítor Reis.
Outra incorrecção escutada, relaciona-se com uma eventual alteração da legislação da Banda do Cidadão em Portugal.
É por estas e por outras, que grande parte dos macanudos que andam em frequência, só dizem disparates quando a conversa resvala para legislação, associativismo, técnica ou outros temas de carácter mais sério e profundo. O “diz que disse” e a conversa de xáxa imperam nos QSO’s.
O alguém que disse que, um amigo dum colega que é cunhado de uma pessoa que se relaciona com o primo de um funcionário que trabalha numa secção na entidade da tutela, que ouviu lá no local de trabalho, quando ia a passar pela porta (que estava aberta) de um gabinete de um chefe de divisão, ouviu dizer que estão a pensar alterar isto e aquilo na legislação da Banda do Cidadão.
Mas isto é alguma coisa?
Isto não é nada. Não é nada, mas é o suficiente para que meia dúzia de palermitas acreditem em salganhadas como esta, e transmitam a outros, versões enroladas das salganhadas ouvidas, provocando confusão na cabeça de muita gente que escuta e não pede explicações do que ouve, obrigando depois alguns a dizerem disparates e asneiras em frequência.
Porque será que as pessoas não procuram ser esclarecidas por quem sabe da matéria? Alguém sabe explicar explicar este fenómeno?
Voltando às incorrecções escutadas, e começando pela primeira, esclareço:
1 - A única autoridade máxima do CB em Portugal é a Autoridade Nacional de Comunicações (ANACOM).
2 – O Senhor Vítor Reis é o representante para Portugal, da Federação Europeia da Banda do Cidadão (ECBF), que actualmente atravessa uma grande crise de chefia e autoridade.
3 – Há dois anos, foi dito e reconhecido pela Federação Europeia da Banda do Cidadão (ECBF), na pessoa do Senhor Vítor Reis, que, em termos associativos, a Liga para a Defesa da Banda do Cidadão era a única entidade representativa dos cebeístas portuguesas e reconhecida pela ECBF.
Quem quiser dar-se ao trabalho de ler uma entrevista dada pelo Senhor Vítor Reis a Portugal Rádio CB – radiocb.com, tratando este assunto, clique aqui.
Quanto à segunda correcção escutada esclareço:
1 – Quem não tiver confiança, não acreditando na fiabilidade nas informações prestadas no site de Portugal Rádio CB, podem ler, mas com muita atenção o Decreto-Lei 47/2000 de 24 de Março,
2– Telefonar para a ANACOM - Atendimento ao Público - Número Grátis: 800 206 665 - Horário: 9:00H - 16:00H, fazendo todas as perguntas que quiserem.
Depois disto, só não sabe quem é parvo, ou quem não quer saber.
Lamento que determinados cebeístas tenham uma memória muito fraca, ou curta. Mas se for necessário, eu estarei pronto para aclarar e clarificar a memória de muita gente sobre a história do CB em Portugal, desde a sua legalização em 1978, seus protagonistas, oportunistas, cromos e também muita gente boa que sacrificou muita coisa da sua vida em prol da causa cebeísta.
Se for necessário, até refrescarei a memória de alguns “esquecidos” com temas, situações e atitudes que estão no segredo dos deuses. Até um dia...
Haja bom senso e verdade em tudo o que se afirma em frequência, porque há sempre alguém na escuta. A verdade e a seriedade acima de tudo e de todos, para que o ridículo e o descrédito não cai em cima dos que têm sempre lutado e defendido a Banda do Cidadão como o seu passatempo de eleição, nunca se aproveitando da mesma nem dos que cá andam de boa fé, para fins nada claros e muito duvidosos.
Luís Forra
6 de Setembro de 2006
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